A unha encravada pode começar com uma sensibilidade discreta na lateral do dedo e evoluir para dor, vermelhidão e inchaço. Embora seja mais frequente no dedão do pé, também pode afetar outros dedos e causar desconforto ao caminhar ou utilizar calçados.
Conhecida na medicina como onicocriptose, essa alteração acontece quando a borda da unha pressiona ou penetra a pele ao redor, provocando uma reação inflamatória. Em algumas situações, podem surgir infecção e crescimento de tecido inflamado na região.
Nem todo caso exige um procedimento, mas alguns sinais merecem avaliação dermatológica, principalmente quando há dor persistente, secreção, recorrência ou condições de saúde que aumentam o risco de complicações.
Neste artigo, você vai entender por que a unha encrava, quais cuidados podem ajudar e quando procurar uma médica dermatologista em Santo André.
O que é unha encravada e por que ela acontece?
A unha encravada ocorre quando uma das bordas da lâmina ungueal entra em contato excessivo com a pele ao redor ou penetra o sulco lateral da unha.
Esse contato pode provocar inflamação, sensibilidade, vermelhidão e inchaço. Quando o quadro evolui, podem aparecer secreção, infecção secundária ou tecido de granulação, popularmente chamado de “carne esponjosa”.
Entre os fatores que podem favorecer o encravamento estão:
- Corte inadequado das unhas: retirar profundamente os cantos ou cortar a unha muito curta pode favorecer o problema.
- Calçados apertados: a pressão contínua sobre os dedos pode contribuir para a irritação das bordas da unha.
- Traumas repetitivos: atividades físicas, impactos ou atrito constante podem modificar a relação entre a unha e a pele.
- Formato da unha: unhas com curvatura acentuada podem apresentar maior predisposição ao encravamento.
- Alterações na estrutura ungueal: espessamento, deformidades e outras condições podem contribuir para a pressão sobre os tecidos ao redor.
Em alguns pacientes, mais de um fator está envolvido.
É importante lembrar que nem toda dor na lateral da unha corresponde necessariamente a uma unha encravada. Inflamações, infecções e outras doenças ungueais podem apresentar sintomas semelhantes.
Quais são os principais sinais de unha encravada?
Os sintomas variam conforme a intensidade da inflamação e o tempo de evolução.
Dor na lateral da unha
A sensibilidade costuma surgir na região em que a borda da unha encontra a pele. Pode piorar com o uso de calçados fechados ou com a pressão sobre o dedo.
Vermelhidão e inchaço
A pele ao redor da unha pode ficar avermelhada, inchada e sensível. Esses sinais indicam inflamação local, mas não confirmam, isoladamente, uma infecção bacteriana.
Secreção ou pus
A presença de secreção purulenta pode indicar infecção e merece avaliação médica.
Crescimento de tecido inflamado
Em quadros persistentes, pode surgir um tecido avermelhado e sensível próximo à borda da unha, conhecido como tecido de granulação ou, popularmente, “carne esponjosa”.
Dificuldade para usar calçados ou caminhar
Quando a dor interfere nas atividades habituais, é importante avaliar a intensidade do quadro e as possibilidades de cuidado.
Quando procurar uma dermatologista por unha encravada?
Algumas situações justificam avaliação dermatológica, especialmente quando os sintomas não melhoram ou apresentam evolução.
Entre elas estão:
- Dor persistente ou progressiva.
- Vermelhidão e inchaço importantes.
- Presença de pus ou secreção.
- Episódios repetidos de unha encravada.
- Crescimento de tecido inflamado ao redor da unha.
- Alterações importantes no formato ou na espessura da unha.
- Dúvidas sobre a origem da dor ou da inflamação.
Atenção especial deve ser dada às pessoas com diabetes, problemas circulatórios, perda de sensibilidade nos pés ou comprometimento da imunidade. Nesses casos, mesmo alterações aparentemente pequenas podem exigir avaliação médica mais rápida.
Se houver febre, vermelhidão que se espalha, dor intensa ou piora rápida do quadro, é importante procurar atendimento médico prontamente.
A orientação deve considerar a gravidade dos sintomas e as condições de saúde de cada pessoa.
Como funciona a avaliação dermatológica da unha encravada?
A consulta começa pela análise dos sintomas e do histórico do paciente.
A médica dermatologista pode investigar quando a dor começou, se o problema já aconteceu anteriormente, quais calçados são utilizados, como as unhas costumam ser cortadas e se existem condições de saúde que possam interferir na cicatrização.
Durante o exame, são observados:
- O formato e a curvatura da unha.
- A região em que ocorre a pressão sobre a pele.
- A presença de inflamação ou secreção.
- Possíveis alterações na estrutura ungueal.
- A intensidade do quadro e os fatores associados.
Na maioria das situações, a avaliação clínica é o ponto de partida. Exames complementares podem ser considerados quando houver dúvida diagnóstica ou suspeita de outra condição.
Isso é importante porque alterações como unha descolada, espessamento e mudança de cor podem ter origens diferentes.
Para compreender melhor essas diferenças, veja também o artigo Por que a unha descola? Causas, tratamento e quando procurar dermatologista.
Como a unha encravada pode ser tratada?
A conduta depende da intensidade da inflamação, da presença de infecção, da frequência dos episódios e das características da unha.
Cuidados conservadores
Em casos leves, sem sinais importantes de infecção ou complicações, podem ser recomendadas medidas para reduzir a pressão sobre o dedo e evitar novos traumas.
Essas orientações podem incluir calçados com espaço adequado para os dedos, cuidados de higiene e ajustes na forma de cortar as unhas.
A manipulação da borda encravada deve ser feita com cautela. Tentar introduzir objetos ou remover profundamente a unha em casa pode provocar ferimentos e agravar o quadro.
Medicamentos, quando indicados
Quando há inflamação ou infecção, a necessidade de medicamentos deve ser avaliada individualmente.
Nem toda unha encravada precisa de antibiótico. A presença de inflamação não significa, necessariamente, infecção bacteriana.
Procedimentos ungueais
Em quadros recorrentes, persistentes ou mais intensos, pode ser necessária uma abordagem procedural.
Dependendo da situação, procedimentos médicos podem envolver a retirada de uma porção da unha e, em casos selecionados, o tratamento de parte da matriz responsável pelo seu crescimento.
A indicação depende da avaliação clínica. Quando necessário, o paciente também pode ser encaminhado ao profissional adequado para o procedimento.
Não existe uma única técnica indicada para todos os casos.
O que não fazer quando a unha está encravada?
Algumas práticas podem piorar a inflamação ou dificultar a avaliação.
Cortar a unha em formato de V
Fazer um corte em V no centro da unha não corrige o mecanismo responsável pelo encravamento da borda lateral.
Essa prática não é recomendada como tratamento.
Retirar a ponta encravada com alicate
Tentar remover profundamente o canto da unha pode provocar ferimentos, aumentar a inflamação e favorecer infecções.
Utilizar receitas caseiras irritantes
Aplicar substâncias sem orientação pode causar irritação e não resolve necessariamente a pressão exercida pela unha sobre a pele.
Usar medicamentos por conta própria
Pomadas e antibióticos não devem ser utilizados indiscriminadamente. A escolha depende da presença de infecção e das características do quadro.
Como reduzir o risco de a unha encravar novamente?
Alguns cuidados podem ajudar a diminuir fatores que favorecem o problema:
- Cortar as unhas dos pés preferencialmente de maneira reta, sem retirar profundamente os cantos.
- Evitar cortar as unhas excessivamente curtas.
- Escolher calçados que não comprimam os dedos.
- Evitar traumas repetitivos na região.
- Manter uma rotina adequada de higiene dos pés.
- Observar mudanças no formato, na espessura ou na aparência das unhas.
Essas medidas podem reduzir fatores associados ao encravamento, mas não garantem que ele nunca volte a acontecer.
Pessoas com unhas muito curvas ou episódios recorrentes podem precisar de orientações específicas.
Unha encravada, micose e outras alterações: como diferenciar?
Nem toda alteração nas unhas tem a mesma origem.
A unha encravada costuma provocar dor e inflamação na região lateral, enquanto a micose pode causar espessamento, mudança de cor, fragilidade ou descolamento da lâmina ungueal.
Essas manifestações podem coexistir, mas exigem avaliações diferentes.
Se você também percebe alterações de cor, espessura ou fragilidade, confira o conteúdo sobre micose nas unhas: sintomas, causas e tratamentos.
A avaliação dermatológica ajuda a diferenciar as condições e orientar os cuidados conforme cada caso.
Avaliação dermatológica de unha encravada em Santo André
A unha encravada pode variar de uma inflamação leve a quadros com dor persistente, infecção ou recorrência. Por isso, a conduta deve considerar os sintomas, o formato da unha e as condições de saúde do paciente.
A Dra. Catarine Padoveze realiza atendimento dermatológico particular em Santo André para avaliação de alterações das unhas, incluindo queixas de dor, inflamação e suspeita de unha encravada.
Para mais informações sobre atendimento, entre em contato com a clínica pelo WhatsApp.
Dra. Catarine Padoveze
Médica Dermatologista em Santo André
CRM-SP 121416 | RQE 32677
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individualizada.